quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Sábado (29/10): "O Espetáculo Democrático" e "Nada será como antes, Nada?"




Salve Camaradas de Cine Bijou:

Retomaremos nossas exibições-debate neste próximo Sábado (29/10), a partir das 15hs, com uma sessão dupla de filmes, mais-que-especial!

Exibiremos "Nada será como antes, Nada?", de Renato Tapajós (1984) e, na sequência, "O Espetáculo Democrático", de Guilherme César (2003).

Ambos os filmes abordam o tema amplo da Democracia, em dois momentos distintos da história recente do país.

Rodado durante a ruína da Ditadura Civil-Militar, "Nada será como antes, Nada?" de Tapajós reflete sobre as lutas populares e a maneira como os cineastas se colocavam ao lado delas naquele momento. O documentário discute a posição do pensamento intelectual e artístico no calor das mudanças, e busca entender os limites entre os autores militantes e as lutas populares reais, em seu cotidiano.

A partir do registro da primeira posse à Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, "O Espetáculo Democrático" procura refletir a respeito dos 15 anos da história política "democrática" que levaram o candidato Lula, do Partido dos Trabalhadores (PT), até o cargo maior do país. O “Brasil democrático” é discutido através de imagens de campanhas eleitorais, entrevistas com parte da velha e da nova burocracia estatal, marqueteiros e com brasileiros pertencentes a diferentes movimentos sociais. Qual seria "o desafio da sociedade brasileira frente àquele primeiro governo que seria supostamente de esquerda, popular e até socialista?", foi uma das várias questões levantadas pelo filme naquele momento, que gostaríamos de voltar a discutir.

A idéia é que, além dos filmes, a gente atualize essa discussão trazendo ela pros desafios do presente: Que Democracia temos hoje? Qual Democracia Real nós queremos? Como podemos Lutar junt@s para tanto? Quais os nossos principais Limites e Desafios? Qual papel as Artes, de forma geral, e o Cine Popular, especificamente, podem cumprir nessa História toda?

Para isso pretendemos contar com a presença dos diretores dos dois filmes, Renato Tapajós e Guilherme César, o nosso público de Bijouzeir@s, e queríamos convidar a tod@s pessoas e coletivos que se interessarem em participar dessa reflexão toda, que cheguem junto com a gente. Coletivos periféricos, o pessoal do Fórum Centro Vivo - que chegou na última sessão, o pessoal do Acampa Sampa que está lutando ali do lado, no Vale do Anhangabaú, propondo questões semelhantes àquelas que pretendemos aprofundar. Quem sabe a gente não pensa junto também em alguma atividade de exibição e debate-papo lá pelas bandas do Anhangabaú tb, na sequência?

Vâmo nessa?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

SESSÃO DIA 15/10/2011

Salve Camaradas de Bijou:

Neste Sábado (15/10) excepcionalmente não teremos sessão do Cine Bijou Memória porque nos somaremos às comemorações de 10 anos da Cooperifa São Paulo e às reflexões que vão rolar o dia inteiro na CPC M´Boi Mirim, durante a 4a Mostra Cultural da Cooperifa.

Inclusive nossa companheira de Bijou e do Sarau Da Ademar, Silvana Martins, vai somar numa das importantes rodas de conversa, sobre a "Escrita e Militância Cultural das Mulheres na Periferia".

Confiram a programação deste Sábado http://colecionadordepedras1.blogspot.com/2011/10/4-mostra-cultural-da-cooperifa-sabado.html

e vamos chegar no Piraporinha!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

SÁBADO (01/10) às 15hs: "São Paulo - Sinfonia da Metrópole" (1929) e "Zona Crítica" (2009)


(clique no cartaz para vê-lo ampliado)


Salve Camaradas de Bijou:

Em nossa próxima sessão, Sábado dia 01 de Outubro, a partir das 15hs, teremos uma combinação bem legal de filmes e debate...

Exibiremos o histórico "São Paulo - Sinfonia da Metrópole" (1929), dos diretores alemães Adalberto Kemeny e Rudolf Rex Lustig; e, na sequência, o média-metragem "Zona Crítica" (2009), dos diretores brasileiros Nina Fideles, João Campos e W. Jesus. Cerca de 2 horas e pouco de ótimos filmes, separados por 80 anos de História e, ao menos, duas Grandes Crises Mundiais entre eles... E nóis no meio desse furacão, ontem e hoje...

Como de praxe, na sequência das exibições, faremos nossa Roda de Conversa sobre o seguinte tema: "São Paulo em dois tempos: do início do século XX ao início do XXI".

Bora chegar para mais este momento de prosa coletiva sobre a formação do território, da cultura e das resistências por nossa cidade?

Ajudem a Divulgar e Compareçam!

Forte Abraço a Tod@s,

Coletivo do Cine Bijou - Cinema e Memória


MAIS INFORMAÇÕES:

LOCAL: Teatro Studio 184, Pça Roosevelt, 184 – Centro

REALIZAÇÃO: Coletivo do Cine Bijou - a Ponte, Núcleo Memória, Teatro Studio 184 e Sarau da Ademar

CONTATOS: bijoucinememoria@gmail.com / 8460-3200 (c/ Alessandra), 8216-1889 (c/Ane), 8708-7962 (c/ Danilo), ou 8911-7917 (c/Silvana)

BLOG: http://bijoucinememoria.blogspot.com

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Próxima Sessão (17/09): "São Paulo S/A" e "Qual Centro?"

Salve Camaradas de Bijou:

Em nossa Próxima Sessão teremos a exibição de dois filmes bem interessantes, que tratam da história de São Paulo.

"São Paulo, Sociedade Anônima", de Luis Sérgio Person (1965)

e "Qual Centro?", do Coletivo Nossa Tela (2010).

Na sequência teremos um debate sobre o processo de produção do espaço da cidade, e as recentes lutas nos seus diferentes territórios, entre a especulação imobiliária e os trabalhadores que constroem e vivenciam São Paulo.

Contaremos com a presença do pessoal do Coletivo Nossa Tela e convidaremos também, entre outr@s, a rapaziada do Fórum Centro Vivo. A chamada "revitalização" do Centro, como se sabe, será um dos temas abordados e discutidos.

Bora Divulgar e Comparecer?!

Forte abraço a tod@s e Até Sábado!

Coletivo Cine Bijou- Cinema e Memória


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Cine Bijou - 2011 - Confira a Programação



O Projeto Cine Bijou – Cinema e Memória retoma suas atividades a partir do primeiro sábado de setembro próximo.

Permanecemos com o propósito de consolidar um novo espaço e novas formas de linguagens – efetivamente comunicativas - para tratar de um assunto tão importante quanto pouco preservado criticamente e/ou difundido democraticamente: nossa Cidade, nossa Cultura, e nossa História. Criando desta maneira efetivas pontes entre os participantes diretos ou indiretos de um passado histórico tão importante, com jovens atuais interessados no nosso passado cultural e político, tão presentes. Da mesma forma em relação a espaços históricos desta cidade que vivemos, dos quais devemos nos apropriar histórica e simbolicamente, como no caso da Praça Roosevelt e do antigo “Cine Bijou”, atual Teatro Studio 184, e tantos outros.

Assim, estamos certos de que nosso projeto poderá seguir contribuindo – e muito! – para as iniciativas artísticas e culturais feitas pelos jovens dos dias de hoje, ajudando-nos a refletir sobre nossas práticas, nossos processos criativos e simbólicos, bem como em propostas de intervenção na cena cultural e política da cidade.

Para a concretização desse propósito, contamos com sua presença!

A primeira sessão será dia 03 de setembro de 2011, às 15 horas, com exibição dos filmes Cinema Paradiso, direção: Giuseppe Tornatore - 123 min. - 1988 e Chá Verde e Arroz - Direção: Olga Futemma - 11 min. – 1989. Após os filmes, haverá debate sobre a importância dos cinemas na formação cultural da cidade de São Paulo.

LOCAL: Teatro Studio 184, Pça Roosevelt, 184 – Centro

REALIZAÇÃO: a Ponte, Núcleo Memória, Teatro Studio 184 e Sarau da Ademar

CONTATOS: bijoucinememoria@gmail.com / 8460-3200 (c/ Alessandra), 8216-1889 (c/Ane), 8708-7962 (c/ Danilo), ou 8911-7917 (c/Silvana)
















sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Processo de tombamento do Cine Belas Artes é aberto (18/01/2011)

Imóvel não poderá ser alterado pelos próximos três meses.

Medida não garante, porém, que cinema continue funcionando no edifício.

Do G1, em São Paulo

Foi aberto nesta terça-feira (18) o processo de tombamento do Cine Belas Artes, tradicional cinema de São Paulo localizado na esquina da Avenida Paulista com a Rua Consolação. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do cinema.

Na prática, o processo aberto pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) impede que o proprietário modifique o imóvel pelos próximos três meses. Nesse período, devem ser apresentados argumentos que justifiquem o tombamento.

Isso não garante, porém, que o o cinema permaneça instalado no imóvel. Segundo anúncio da administração feito no começo do mês, suas atividades serão encerradas em 27 de janeiro.

A estrutura do Cine Belas Artes inclui seis salas de projeção, distribuídas por três andares. A maior delas tem 290 poltronas. Ao todo, são 1,009 lugares.No final de março de 2010, o banco HSBC anunciou que deixaria de patrocinar o cinema. Desde então, seu proprietário André Sturm passou a procurar parcerias que mantivessem o local aberto. Em julho, em uma ação batizada de "Salve o Belas Artes", 16 restaurantes da cidade davam um ingresso - e uma sobremesa - aos consumidores que doassem R$ 5.

Segundo a assessoria de imprensa, caso o Belas Artes saia de seu atual endereço, Sturm tem o projeto de abrir um novo cinema com a mesma proposta, preservando inclusive o Noitão, uma sessão mensal durante a madrugada em que o público assiste a três filmes na sequência.

Não deixe o cine Belas Artes fechar (12/01/2011)


NABIL BONDUKI

Milhares de paulistanos estão contra o fechamento desse cinema porque se sentem ligados ao local, que é uma referência cultural e urbana

A mobilização que a notícia do fechamento do Belas Artes gerou fala por si só: o cinema é um patrimônio da cidade de São Paulo.

Seu desaparecimento seria a perda de um pedaço de nossas vidas e criará uma lacuna que São Paulo, tão desprovida de memória e de lugares significativos, não pode deixar acontecer. Milhares de paulistanos estão contra esse crime porque se sentem ligados ao local, uma referência cultural e urbana.

Não se trata de preservar a arquitetura do edifício, mas seu uso, sua importância como ponto de encontro e espaço de debate cultural. A noção contemporânea de patrimônio é clara: a comunidade, além dos especialistas, tem um papel fundamental na identificação dos bens culturais a serem protegidos.

A noção de patrimônio mudou muito desde que o Estado Novo, por meio do decreto-lei nº 25/1937, criou o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e instituiu o tombamento. Na época, prevaleceu uma visão restrita, voltada para os bens com valor arquitetônico e artístico, chamada de "patrimônio de pedra e cal".

Nessa concepção, os critérios utilizados para a seleção dos bens a serem protegidos eram os de caráter estético-estilísticos, excepcionalidade e autenticidade, valorizando a arquitetura tradicional luso-brasileira, geralmente edifícios isolados, produzida no período colonial.
O foco era a criação de uma identidade para fortalecer a construção do Estado nacional.

A partir dos anos 1970, essa noção de patrimônio se alargou para abranger sítios urbanos, manifestações de outros períodos e origens culturais e para valorizar os espaços representativos da vida social e dos hábitos cotidianos da população. Em certas situações, esses podem ser mais relevantes que monumentos de valor arquitetônico.

Valorizando o contexto urbano e edifícios utilizados pela população, essa visão reserva à comunidade um papel ativo na identificação do patrimônio. O tombamento do cine Belas Artes está respaldado no Plano Diretor Estratégico (PDE), do qual fui relator e redator do substitutivo na Câmara Municipal de São Paulo (lei nº 13.540/ 2002). O PDE incorporou integralmente essa visão contemporânea de patrimônio.

Uma das diretrizes do seu capítulo de política de patrimônio histórico e cultural é "a preservação da identidade dos bairros, valorizando as características de sua história, sociedade e cultura" (artigo 89, inciso III); uma das ações propostas é a de "incentivar a participação e a gestão da comunidade na pesquisa, identificação, preservação e promoção do patrimônio histórico, cultural, ambiental e arqueológico" (artigo 90, inciso VII).

De modo coerente com o PDE, parcela relevante da comunidade paulistana identificou um bem que faz parte da identidade de um bairro, que é característico da história e da cultura da cidade, e se mobiliza para garantir sua preservação.

Não é uma questão nova: em 2003, ocorreu uma grande comoção, que impediu o fechamento do Belas Artes e do antigo Cinearte (atual cine Livraria Cultura). Como parte daquela luta, propus uma lei que permite aos cinemas de rua o pagamento do IPTU e do ISS com ingressos, a serem utilizados pela prefeitura em programas de inclusão cultural.

Aprovada a lei e passado o sufoco, erramos ao não propor proteção legal permanente para os cinemas.

Agora, não temos tempo a perder; em poucos dias, o Belas Artes poderá ser uma ruína. A Associação Paulista de Cineastas já pediu o tombamento, pedido que eu reforço por meio deste artigo.

O Departamento de Patrimônio Histórico deve elaborar um parecer técnico e o Compresp (conselho municipal do patrimônio histórico) deve convocar reunião extraordinária, antes do final de janeiro, para aprovar o tombamento e não deixar que essa nova catástrofe ocorra em São Paulo.


NABIL BONDUKI é arquiteto, professor de planejamento urbano na FAU-USP e primeiro suplente de vereador da bancada do Partido dos Trabalhadores na cidade de São Paulo. Foi vereador de São Paulo pelo PT (2001-2004) e relator do Plano Diretor Estratégico na Câmara Municipal.